A área de tecnologia tem impacto significativo nos resultados de uma organização, porém sem um propósito ela não tem valor. Tecnologia é o parceiro ideal para área de negócio e tem um propósito : Habilitar novas oportunidades e melhorar a eficiência operacional das operações.
Não existe decisões técnicas , decisões de tecnologia devem ter um proposito que resolva um problema de negócio.
Novas tecnologias tendem a evoluir e nos próximos anos teremos uma aceleração sem precedentes, transformando comportamentos , mudando estratégias, afetando todas as áreas e criando oportunidades em cada estágio de sua evolução, tornando-se hoje o “Novo Normal” : Uma quantidade de mudanças constantes , impulsionadas pela Inteligência artificial generativa e redes sociais, afetando o comportamento e comunicação na sociedade.
As organizações que almejam atender seus clientes neste “novo normal” precisam acelerar as iniciativas de transformação digital em um cenário de mudanças profundas na forma de se relacionar com seus clientes e com a capacitação de seus profissionais para as mudanças constantes e novas tecnologias. Ao mesmo tempo que avançamos em novos modelos , relacionamentos e estrutura iremos precisar manter tudo aquilo que foi construído funcionando e evoluindo para os novos desafios. Este ciclo deverá se repetir em intervalos cada vez menores exigindo uma atitude ambidestra de gestão em todos os níveis da organização.
O reconhecimento nas organizações sobre a importância de discutir e apoiar a arquitetura corporativa como área estratégica será um grande diferencial. Formar princípios arquiteturais que estejam preparados para evoluir na mesma velocidade que a sociedade irá necessitar em serviço e produtos, alinhadas com uma estrutura de comunicação ágil e flexível e capaz de responder na mesma linguagem das estratégias de negócio e o desejo de qualquer C-Level ou gestor.
“Qualquer organização que projete um sistema irá desenvolver uma estrutura para esse sistema que será uma cópia da estrutura de comunicação da sua organização”. (Melvin Conway)
Considerando-se um cenário de mudanças constantes a Lei de Conway pode ser usada para antecipar mudanças estruturais e os impactos na arquitetura dos sistemas e nas diretrizes de engenharia que apoiam os sistemas ao longo do tempo. Observando-se a necessidade de otimizar os processos e garantir o desempenho e a eficácia na construção de sistemas, adotar conceitos apoiadas no “antigo normal”, que prediz soluções e padrões em um cenário mas “lento” , pode ser um erro estratégico.
As estruturas adotadas em dado momento não serão mais eficientes após o período do ciclo, pois serão afetadas pelas mudanças , cada vez mais curtas, evidenciado o “superciclo” tecnológico que já está em curso. Citado a futurista americana Amy Webb na sua palestra Febraban 2024 :
“…nosso objetivo não deve ser estarmos preparados para tudo, mas estarmos preparados para qualquer coisa!”. (Amy Web)
Voltando a Lei de Conway, se as estruturas de comunicação da sua organização irão sofrer mudanças recorrentes cada vez mais constantes é um contrassenso adotar escolhas em infraestruturas de softwares e hardwares incapazes de acompanhar tais mudanças. Discursos para evitar lock-in, quando aumentam a centralidade de componentes pode ser outra “pegadinha” e impactar nas intervenções estruturais, na otimização de processos e da comunicações. Normalmente os custos das abstrações tendem a aumentar à medida que mais componentes de tecnologias diferentes são adicionados .
Para evitar estes custos , normalmente é reduzido as funcionalidades para um conjunto mais básico de operações. Estas reduções de funcionalidades irão reduzir a capacidade de usar o melhor de cada tecnologia emergente , tornando as mudanças mais lentas e exigindo mais esforço na implementação e na maioria das vezes será menos eficientes e afetara o negócio.
A necessidade crescente de utilizar mais volume de dados para tomadas de decisões e integrar estes dados com parceiros e tecnologia sugere a adoção de políticas claras de classificação de dados e de como eles serão usados. O apoio destas políticas por uma governança de processos, riscos e conformidade (GRC) irá evitar a fricção das mudanças e possíveis regulações da sociedade sobre o uso destas informações (devidamente classificadas) com uso das novas tecnologias.
Novamente aqui a Lei de Conway pode ser aplicada para construção de equipes e sistemas com mais focos no tratamento e insights dos dados e menos para sistemas fechados ( necessários!) mas certamente sofrerão mudanças constantes. As equipes devem estar preparadas para esta dinâmica constante de mudanças.
A construções de soluções terão uma efetividade cada vez mais curta e é uma dura realidade. Uma mudança nos paradigmas de engenharia de software precisa ser incentivado e avançar para um desapego de propostas supostamente duradouras como a padronização de um único padrão de desenvolvimento para uma pluralidade de padrões que possam atender a todas as mudanças que estão por vir e que não deverão ser amenizadas a curto prazo.
A única certeza que temos é a mudança. Saber adequar as estruturas e a comunicação para que os sistemas possam refletir estas mudanças é o desafio. A Ambiestria organizacional mantendo o presente e preparando o futuro é um dos caminho para o sucesso quando refletido em todos os níveis da organização. Para os arquitetos corporativos o desafio é prover aos C-Levels e gestão as condições adequadas para mudanças, fornecendo insumos para as perguntas que surgirão e ofertando opções para as respostas que o negócio possa prosperar.
Se observar o “todo” acabamos no final do dia chegando à conclusão de que a Lei de Conway nunca foi tão atual!
Tenham um excelente dia! Eu sou Fernando Cerqueira e entrego estratégias digitais para os desafios do presente, com propostas de inovação para um futuro sustentável.






